Ciúmes bons vs. Ciúmes maus

Existem vários tipos de ciúmes, no entanto, os mais comuns são aqueles sentidos e vividos dentro de uma relação amorosa. E mesmo dentro de uma relação amorosa podem existir os ditos “ciúmes bons” e os “ciúmes maus” – é importante saber distinguir e lidar adequadamente com ambos.

Ciúmes bons

Os ciúmes bons ou os ciúmes inocentes, como também são conhecidos, podem ser caracterizados como demonstrações de amor, de proteção e até de sentimentos de perda ou de ser posto de parte. São claramente ciúmes, mas sem más intenções: a pessoa que sente esses ciúmes, vive-os de uma forma secreta e não obsessiva, guardando-os para si até se esquecer; exprime-os em tom de brincadeira ou até de vergonha ao seu parceiro(a). Regra geral, este tipo de ciúme é completamente inofensivo e há quem diga que até possa fazer bem à relação, uma vez que deixa transparecer a vontade que uma pessoa tem de estar com o seu parceiro e/ou o eventual medo de o/a perder.

Exemplos de ciúmes bons

  • Sente uma pitada de ciúmes quando vê o seu parceiro(a) cumprimentar um amigo(a) do sexo oposto.
  • Quando alguém do sexo oposto parece estar a observar-lhe, o seu parceiro(a) mostra-se protetor, colocando o braço sobre os seus ombros, a mão nas suas costas ou perna.
  • O seu parceiro(a) diz-lhe que os seus amigos/amigas deviam era ter ciúmes dele/dela por estar com uma pessoa tão fantástica como você.
  • Despede-se do seu parceiro(a) e este diz em tom de brincadeira “diverte-te sem mim” e depois faz cara de triste.
  • Ao preparar-se para sair só com os amigos/amigas, o seu parceiro(a) ao admirar o que tem vestido, diz-lhe em tom de brincadeira “acho que ias melhor de fato de treino” ou “era melhor vestires um casaco por cima desse vestido”.
  • Quando o seu parceiro(a) lhe manda um SMS a perguntar, com genuíno interesse, onde está/se está a divertir-se.
  • O seu parceiro(a) pergunta-lhe, de forma sincera e realmente curiosa, quem acabou de lhe ligar/enviar um SMS.
  • Mostra-lhe, de forma tímida e/ou de forma aparentemente desinteressada que está a par do seu mural no Facebook ou dos seus tweets.

Ciúmes maus

Se os ciúmes bons até podem ser saudáveis para uma relação, os ciúmes maus podem não só destruir a relação de um casal, como afetar negativamente qualquer pessoa: não só aquelas que são incapazes de controlar o seu lado ciumento, como aquelas que são alvo desses mesmos ciúmes. Os ciúmes maus estão normalmente relacionados com comportamentos paranoicos, de desconfiança e obsessivos, em que um elemento do casal tenta controlar o outro ao máximo (devido a cenas de ciúmes anteriores, medo de perder essa pessoa…), limitando o que faz, o que veste, com quem se relaciona… Em casos extremos, este tipo de ciúme obsessivo pode levar a comportamentos perigosos como agressões verbais e físicas, por exemplo. Ao rever-se em qualquer um dos cenários apresentados abaixo, é necessário ter consciência que este tipo de ciúmes não é saudável, nem para si, nem para a relação.

Exemplos de ciúmes maus

  • O seu parceiro(a) pergunta-lhe onde vai e depois aparece no mesmo sítio de surpresa.
  • Quando o seu parceiro(a) lhe proíbe de vestir determinada roupa ou utilizar determinada maquilhagem.
  • O seu parceiro(a) não admite que saia sem ele/ela, mas se isso acontecer faz-lhe sentir culpado por o ter feito.
  • Liga-lhe inúmeras vezes por dia/noite para ver onde está, o que está a fazer e com quem.
  • O seu parceiro(a) acusa-lhe regularmente de lhe ser infiel.
  • Está constantemente a verificar o seu mural no Facebook e/ou os seus tweets, fazendo perguntas incessantes sobre quem são os homens/mulheres que tanto comentam aquilo que escreve.
  • O seu parceiro(a) dá-lhe a entender que só tem amigos do sexo oposto porque estes querem dormir consigo.
  • Já apanhou o seu parceiro(a) a verificar o registo de chamados, bem como os SMS no seu telemóvel.
  • O seu parceiro(a) exigiu que lhe facultasse a password do seu email pessoal.
  • Quando o seu parceiro(a) faz cenas de ciúmes em público.
  • O seu parceiro(a) agride verbal e/ou fisicamente uma pessoa do outro sexo porque essa está a meter-se consigo.
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